Parcifal

O Mito de Parcifal - Cavaleiro da Távola Redonda

Iniciamos o Mito de Parcifal que mais tarde se tornaria cavaleiro da távola redonda, para falar de um especial herói gaulês.
Ele também era conhecido como Perceval ou Parzifal, pertencente ao
Ciclo Arturiano e filho de Sir Lancelot.
O seu pai e os seus dois irmãos morreram em  combate. Sua mãe, profundamente entristecida e desgostosa, decidiu educar Parsifal na ignorância da identidade do pai e de todas as coisas da cavalaria. Parsifal cresceu forte, destro e belo, todavia com uma educação e inteligência muito deficientes. Foi mais tarde para a corte do Rei Artur depois de se juntar a um grupo de cavaleiros que encontrou. Ali, surpreende tanto pela beleza e coragem como pela incivilidade e rudeza. Derrota depois um inimigo do Rei Artur, o Cavaleiro Vermelho, e ganha o direito de se sentar na Távola Redonda.

A mais importante das suas aventuras foi a denominada Demanda – ou procura – do Santo Graal:

Certa vez, chegado à margem de um rio demasiado largo para atravessar, ia voltar para trás quando ouve o chamamento de duas personagens que estavam num barco. Depois de subir a bordo, o barco desce o rio até um castelo que estava dissimulado pela floresta. Então, uma das pessoas que estava no barco identifica-se como sendo o rei Anfortas e diz que tinham chegado ao seu castelo Corbenic. Justifica a sua presença no barco dizendo que estava ferido e não podia caçar, por isso entretinha-se a pescar.

A meio do banquete que o rei Anfortas ofereceu a Parsifal entrou uma procissão encabeçada por um pajem que trazia uma lança a escorrer sangue, seguido por dois criados que portavam candelabros em ouro, por uma donzela que segurava um cálice resplandecente em ouro ornado com pedras preciosas e por fim por outra que levava um prato em prata. Parsifal contém-se e nada pergunta, por conselho de Gornemant, um sábio.

Quando se levanta na manhã seguinte Parsifal encontrou o seu cavalo e as suas armas preparados para a viagem, estando o castelo deserto. Partiu então, e ao terceiro dia depois da sua chegada à corte de Artur aparece uma mulher que acusa Parsifal de nada perguntar sobre a procissão que vira no banquete e por isso de ser causador de tremendas infelicidades. Sem o saber vira o Santo Graal. Então, o cavaleiro propõe-se o objetivo de voltar a Corbenic e perguntar ao rei Anfortas qual o significado da procissão.

Passou por muitas aventuras na Demanda do Graal, até que um dia, depois muitos anos, viu um grupo de cavaleiros descendo loucamente a encosta de uma montanha, entre os quais estavam alguns da Távola Redonda. Ao cruzar-se com uma donzela que fugia, esta disse-lhe para não subir a encosta sob pena de perder a vida ou a razão.

De imediato Parsifal se encaminha para o cume, onde depois de várias provações encontra finalmente Corbenic. 

Repetiu-se a acolhedora receção que tinha tido da primeira vez, e quando chegou a altura da procissão perguntou ao rei Anfortas qual o seu significado. O rei disse-lhe que saberia se conseguisse unir as duas partes em que estava partida uma espada. Depois de Parsifal unir os dois fragmentos ficou a saber que a lança transportada pelo pajem era a de Longinus, o soldado romano que tinha perfurado o lado de Jesus e que o cálice era o Santo Graal, taça pela qual Cristo tinha celebrado a Última Ceia e que continha o seu sangue.

O rei Anfortas explicou então que estava encarregado de guardar as relíquias mas que devido ao seu ferimento não podia cumprir a missão. O castelo estava também encantado, e para curar o rei e livrar o castelo do feitiço era preciso punir Pertinax, o cavaleiro renegado que assassinou um irmão do rei. Depois de cumprida a missão volta à corte do Rei Artur e pede para se sentar na cadeira onde só o mais imaculado dos cavaleiros se podia sentar sob pena de castigo, a Siege Perilous, ou Cadeira do Perigo. Deste modo se cumpriu a profecia que tinha feito Merlim, de que haveria um dia um cavaleiro suficientemente puro para nela se sentar.

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